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23 fevereiro 2018

Miopia – uma epidemia no século XXI

Mais que propriamente uma doença, a miopia, tal como a hipermetropia e o astigmatismo, decorre de um desacerto na focagem dos raios de luz que vão produzir a imagem no olho, num plano anterior à retina. Do ponto de vista ótico, esse efeito traduz-se num compromisso da visão para longe; tanto maior o desacerto, tanto maior a hipovisão que se gera.

A prevalência da miopia tem aumentado de forma rápida e consistente nos últimos 30-40 anos; os dados da Organização Mundial de Saúde apontam para uma incidência a nível mundial de 23% hoje em dia, e uma estimativa de 50% para 2050. Este acréscimo de miopia na população mais jovem (50% nos adultos jovens da Europa e EUA, e 90% em muitos países da Ásia oriental) resulta de fatores genéticos (risco aumenta 3 vezes quando ambos os pais são míopes), de estilos de vida e fatores ambientais (existe evidência de um efeito protetor de atividades ao ar livre e exposição controlada à luz solar no exterior) e das exigências visuais do quotidiano, que frequentemente implicam tarefas prolongadas a muito curta distância. Mais preocupante ainda é o aumento desproporcional de miopias elevadas e muito elevadas, que comportam um maior risco de complicações e compromisso marcado da acuidade visual. Neste âmbito, a miopia poderá no futuro vir a configurar um real problema de saúde pública.

Desta forma, uma vigilância oftalmológica regular a partir da infância, naturalmente ajustada a cada caso, é cada vez mais recomendada.

A compensação visual deste erro refrativo pode ser efetuada com óculos, lentes de contacto ou alguma abordagem cirúrgica; os procedimentos disponíveis dividem-se em intervenções com LASER EXCIMER sobre a córnea, no sentido de lhe reconfigurar a superfície e com isso ajustar o poder de focagem, ou no implante de lentes intra-oculares. Cumprindo critérios de inclusão e de segurança bem definidos, eles são exequíveis na grande maioria dos casos, sendo selecionados em função de um conjunto de dados clínicos, a começar pela idade em causa. De uma forma geral, em doentes jovens e com graduações não muito elevadas (até 6-7 dioptrias), havendo condições anatómicas adequadas, optar-se-á pelo tratamento com LASER EXCIMER; para graduações mais elevadas, e no mesmo pressuposto de se verificarem os devidos critérios de segurança, a melhor alternativa será o implante de uma lente intraocular dita fáquica, que é adicionada ao olho. Em doentes com mais de 50-55 anos, a melhor atitude de um modo geral passa por intervir sobre o cristalino, a lente natural do olho que sistematicamente com o avançar da idade e a consequente perda de transparência se vai transformando na catarata, substituindo-o por um outro tipo de lentes intraoculares, ditas pseudo-fáquicas.

No Trofa Saúde Hospital dispomos de uma equipa clínica diferenciada, e de todo o equipamento inovador e tecnologia especializada, necessários à correta avaliação dos candidatos a qualquer um dos procedimentos cirúrgicos disponíveis, ao seu criterioso planeamento e adequada execução.

Redigido por Dr. Pedro Salsas Rodrigues (OM41482), Oftalmologista no Trofa Saúde Hospital em Braga Sul, Alfena, Matosinhos, Trofa e Famalicão.

 

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