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17 julho 2020

Hemorróidas: o que são e como se tratam

As hemorróidas são estruturas fisiológicas, compostas por “almofadas” de vasos sanguíneos dentro do canal anal. Numa minoria da população as hemorróidas aumentam de volume ou são sintomáticas, pelo que passam a traduzir a presença de doença hemorroidal.

A sintomatologia habitual é o sangramento retal indolor, vermelho-vivo (no papel, na sanita ou a cobrir as fezes – estas de cor normal) ou o prolapso. O prolapso é a saída pelo ânus de tecido hemorroidário proveniente do interior, geralmente sentido na limpeza após as dejeções ou higiene. Esse tecido geralmente volta para dentro espontaneamente ou pode haver necessidade de ser introduzido pela própria pessoa. O prolapso resulta frequentemente em irritação, humidade e prurido (coceira) anal. Os sintomas tendem a progredir ao longo do tempo e, no geral são intermitentes.

Uma das complicações da doença hemorroidária é o desenvolvimento de trombose (crise hemorroidária) que se traduz pela presença de um ou mais nódulos dolorosos, de cor azulada, no bordo do ânus e que motivam na maioria das vezes a recorrência a uma observação médica urgente. Podem ocorrer espontaneamente ou ser precedidas por um esforço defecatório importante. A dor geralmente é constante e intensa. A sua rutura espontânea provoca alívio, associado à drenagem de coágulos de sangue. Pensa-se que a maioria dos fatores que causam doença hemorroidal estão associados a um aumento da pressão sobre a região anal e incluem esforço defecatório, obstipação, fezes muito duras, diarreia, gravidez, padrões intestinais irregulares e tempo defecatório prolongado (“ler o jornal” durante as dejeções).

A avaliação de um doente com queixas proctológicas por um médico experiente na área, como um Cirurgião Geral dedicado à área de proctologia, é determinante para a estratificação do quadro, e com o doente e as suas expetativas ser delineado um plano de tratamento.

O tratamento poderá englobar mudanças do estilo de vida e alimentação, procedimentos realizados em ambiente de consultório ou por tratamentos cirúrgicos dirigidos à resolução do quadro. Quanto às “pomadas hemorróidais”, é importante que os doentes tenham consciência de que apenas têm uma função de alívio dos sintomas, autolimitada e que não tratam as hemorróidas em si.

A hemorroidectomia “tradicional” (remoção da hemorróida) pode estar associada a desconforto pós-operatório relevante, tornando estes procedimentos pouco apelativos para os doentes. São cada vez mais frequentes procedimentos menos invasivos, menos cruentos, com melhor perfil de recuperação pós-operatória, com riscos mais baixos ou equiparáveis e com níveis de eficácia muito similares. São estes procedimentos as hemorroidopexias por máquina, as laqueações guiadas por doppler, a laqueação e esclerose por laser, entre outras. A técnica mais apropriada para cada doente, em resposta à anatomia da sua doença hemorroidária e às suas expetativas pós-operatórias de recuperação, será determinada por um Cirurgião Geral experiente na área de Coloproctologia e nas várias técnicas disponíveis.

Redigido por Dr. Bruno Pinto (OM42954), médico especialista em Cirurgia Geral no Trofa Saúde Hospital Central, Trofa e Boa Nova, e Dr. Tiago Castro (OM50254), médico especialista em Cirurgia Geral no Trofa Saúde Hospital Central e Boa Nova

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