Voltar

Notícias e Eventos

Últimas entradas sobre a nossa atividade

19 novembro 2020

Contraceção de longa duração

A contraceção é um direito da mulher e cerca de 85% das mulheres portuguesas usam métodos contracetivos, sendo a contraceção oral combinada a mais utilizada. Não menos importante são as elevadas taxas de gravidez indesejada e de interrupção voluntária da gravidez, preveníveis em muitas situações, quer pelo uso dos diferentes métodos contracetivos disponíveis, quer pela sua correta utilização.

A consulta de Planeamento Familiar/Ginecologia permite avaliar as necessidades contracetivas de cada mulher, as contraindicações médicas que podem impossibilitar o uso de determinado método através da utilização dos critérios de elegibilidade da Organização Mundial de Saúde (OMS), informar sobre as opções disponíveis, analisar a necessidade de benefícios não contracetivos e permitir assim que a mulher faça uma escolha informada.

São considerados métodos de contraceção reversível de longa duração, os métodos utilizados por mais de 4 ou 12 semanas, de acordo com diferentes sociedades científicas. São incluídos os dispositivos intrauterinos (hormonais ou de cobre), o implante subcutâneo e o progestativo injetável; são métodos utilizados por longos períodos de tempo (entre 3 e 10 anos), são extremamente eficazes (eficácia > a 99%), são independentes da utilizadora e do ciclo menstrual (o esquecimento não é um problema), tendo por isso importantes vantagens sobre outros métodos reversíveis, como a pílula contracetiva, na prevenção da gravidez.

O implante subcutâneo de etonogestrel é colocado no braço, tem eficácia demonstrada para 5 anos na prevenção da gravidez, a fertilidade é restabelecida poucas semanas após a remoção, sendo também uma opção para mulheres com contraindicação para estrogénios. Uma das preocupações com a utilização deste método e também dos métodos intrauterinos hormonais é o aumento de peso, que não foi demonstrado por estudos científicos.

Os métodos intrauterinos têm ação local, são altamente eficazes, têm efeitos indesejados reduzidos e são imediatamente reversíveis após a sua remoção. Estão atualmente disponíveis em várias formulações (para uso entre 3 e 10 anos) e para todo o tipo de mulheres: que já tiveram partos, que nunca tiveram partos, adolescentes, mulheres com contraindicação para estrogénios e risco trombo-embólico elevado. Os métodos hormonais, designados por sistemas intrauterinos, cursam com um padrão hemorrágico muito favorável, com hemorragia cíclica escassa ou uma elevada percentagem de amenorreia (ausência de período menstrual).

Não há ainda evidência de aumento de cancro da mama com estes métodos. Um destes dispositivos está ainda indicado para situações que ultrapassam a contraceção, como o tratamento da hemorragia uterina anormal da perimenopausa, na proteção endometrial em várias situações clínicas, no tratamento da dor na endometriose, nas mulheres com problemas hemorrágicos que beneficiam de amenorreia, entre outros. O DIU de cobre pode estar indicado em mulheres com contraindicação para uso de métodos hormonais.

Marque a sua consulta de Ginecologia com o seu médico de confiança, esclareça as suas dúvidas e seja seguida no ambiente seguro e confortável dos hospitais Trofa Saúde.

Redigido por Dr.ª Bárbara Ribeiro (OM54365), Médica especialista em Ginecologia e Obstetrícia no Trofa Saúde Braga Centro e Hospital da Trofa

Voltar

13 dezembro 2020

Infiltrações do ombro: mitos e evidência

11 dezembro 2020

Testes COVID-DRIVE Trofa Saúde

06 dezembro 2020

Lesão SLAP: a dor no ombro (quase) sempre desconhecida