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30 outubro 2020

Cancro da Mama em tempos de Pandemia

O Outubro Rosa é um movimento que surgiu nos Estados Unidos, com o objetivo de consciencializar as mulheres e toda a sociedade para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do Cancro de Mama.

O Cancro da Mama é o segundo tipo de cancro mais comum em ambos os sexos, sendo que no género feminino é o com maior incidência a nível mundial, sendo responsável por 24,2% dos cancros.

O Cancro de Mama deve ser encarado como um problema de saúde pública, sendo absolutamente necessário o envolvimento de toda a comunidade médica e não médica para a abordagem desta patologia, começando pela prevenção e deteção precoce.

A deteção precoce do Cancro de Mama é crucial, pois possibilita o diagnóstico da doença numa fase inicial, altura em que os tratamentos são mais eficazes e com maior probabilidade de serem bem-sucedidos. Recomenda-se que todas as mulheres, entre os 50 e 69 anos de idade, participem no Rastreio de Cancro de Mama, realizando uma Mamografia, pelo menos de 2 em 2 anos.

O Rastreio do Cancro de Mama tem como objetivo o diagnóstico precoce, permitindo assim tratamentos menos mutilantes (cirurgia conservadora), menos traumatizante e uma sobrevida livre de doença e global mais longa.

Existem fatores de risco para o desenvolvimento deste tipo de cancro, como o histórico familiar, que não são possíveis alterar, mas que podem e devem exigir uma vigilância mais precoce. Contudo, é possível realizar mudanças ao nível do estilo de vida que podem ter impacto na redução de risco de desenvolvimento de Cancro de Mama. Entre os principais fatores de risco para cancro de mama possíveis de modificar, há a destacar:

  • Abstenção tabágica;
  • Não consumo de bebidas alcoólicas;
  • Prática de exercício físico e manutenção de um peso saudável.

O ano de 2020 ficará para sempre recordado como o ano do início da Pandemia COVID-19, que provocou uma mudança radical nos nossos comportamentos e que levou à paralisação de inúmeros serviços e atos de rotina a que estávamos habituados. Os exames de rastreio são um desses graves exemplos – houve uma diminuição muito significativa de exames de rastreio oncológicos, o que provocou uma preocupante diminuição dos novos diagnósticos de cancro (isto não significa que deixou de haver cancro; pelo contrário, significa que serão diagnosticados numa fase mais tardia e grave da doença).

O Trofa Saúde Hospital Central (em Vila do Conde) adaptou-se e continua a adaptar-se às exigências que a Pandemia obriga: as práticas habituais foram alteradas, assim como as salas de espera (para que os doentes possam manter o distanciamento social entre eles) e foram introduzidos extensos protocolos de higienização. Todas estas alterações foram pensadas para que os doentes possam voltar a realizar os seus Rastreios Oncológicos em segurança.

O Trofa Saúde Hospital Central (em Vila do Conde) está ainda a desenvolver a Unidade Funcional da Mama. Uma unidade composta por uma equipa multidisciplinar, que envolve Imagiologistas, Ginecologistas, Cirurgiões e Oncologistas. Esta Unidade tem como principais funções o diagnóstico precoce e tratamento personalizado, seguro e eficaz do Cancro da Mama, com recurso às mais recentes técnicas de diagnóstico, técnicas de cirurgia minimamente invasivas, radio-oncologia e terapêutica dirigida, que acompanha e cumpre as principais atualizações nacionais e internacionais.

Lembre-se de que não deverá deixar de visitar o seu médico de confiança, faça todos os exames prescritos, pois um diagnóstico precoce pode salvar a sua vida.

Redigido por Dr. João Sobrinho Carvalho (OM55347), Oncologista no Trofa Saúde Hospital Central (em Vila do Conde), Braga Centro e Hospital da Trofa

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