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15 fevereiro 2021

Aumento de volume da glândula tiroideia

 

A tiroide é uma pequena glândula cuja função é produzir uma hormona, a tiroxina, que controla o metabolismo, ou seja, a forma como cada célula do corpo usa a energia.

Há dois grandes grupos de doenças da tiroide:

  • Mau funcionamento da tiroide: hipertiroidismo, quando produz hormona em excesso, ou hipotiroidismo, quando se verifica uma diminuição da sua função;
  • Células da tiroide crescem em excesso, por vezes de forma desordenada, com possibilidade de aumento do tamanho da glândula e aparecimento de nódulos.

Hoje focaremos o artigo no segundo grupo de doenças da tiroide. Os nódulos da tiroide são muito comuns na população. Aproximadamente 5% das mulheres e 1% dos homens apresentam nódulos tiroideus palpáveis. No entanto, se forem efetuadas ecografias cervicais, podem ser detetados nódulos em 19-68% das pessoas, com maior incidência nas mulheres e nas pessoas mais idosas. O reconhecimento precoce destes nódulos é fundamental.

A maioria dos nódulos são, no entanto, benignos e não suscitam preocupação. A importância clínica mais relevante dos nódulos tiroideus reside na necessidade de excluir a existência de cancro, que ocorre em 7-15% dos casos, dependendo de: idade, sexo, história de irradiação cervical, história familiar de cancro da tiroide e outros fatores.

Para estudar os nódulos da tiroide, o exame mais comummente solicitado é a ecografia tiroideia. Esta permite identificar e caracterizar os nódulos, com excelente qualidade, distinguindo aqueles que podem ter características mais suspeitas. Permite ainda orientar a punção biópsia aspirativa, que é o exame ideal para perceber se um determinado nódulo é benigno ou maligno.

Normalmente, só nódulos maiores do que 1cm é que justificam investigação, por serem estes os que suscitam maior preocupação em relação ao risco de cancro. Apesar disso, alguns nódulos mais pequenos podem justificar preocupação, se apresentarem alterações suspeitas em ecografia. Os nódulos da tiroide, na sua maioria, mesmo em caso de cancro, conferem baixo risco para a população, se tratados efetivamente e de forma adequada.

O cancro da tiroide é a doença maligna em mais rápida progressão no mundo inteiro. Apesar disso, o cancro da tiroide representa ainda 1% do número total de cancros e a mortalidade a ele associada tem-se mantido em valores estáveis e muito baixos.

Nos últimos 15 a 20 anos, têm existido muitos avanços no diagnóstico e na terapêutica, quer dos nódulos da tiroide em geral, quer, em particular, dos cancros da tiroide. Têm sido obtidos excelentes resultados no seu tratamento, quer devido à baixa agressividade destes tumores, quer à sua deteção precoce e à eficácia dos tratamentos disponíveis. Existem, atualmente, normas de procedimento aprovadas internacionalmente que orientam quer o estudo quer, principalmente, o tratamento das principais patologias da tiroide. Só com o seguimento destas normas é que o médico pode assegurar ao seu doente o melhor tratamento que o conhecimento científico atual permite oferecer.

O tratamento das patologias da tiroide, quando cirúrgico, é habitualmente seguro e eficaz e, normalmente, curativo, principalmente quando executado por cirurgiões experientes. A intervenção pode, via de regra, ser efetuada com um curto tempo de internamento (1 a 2 dias). É possível remover a maioria das tiroides através de pequenas incisões na base do pescoço (4-5 cm). As maiores preocupações que a intervenção acarreta são a lesão dos nervos laríngeos recorrentes, que inervam as cordas vocais, podendo acarretar rouquidão, e a lesão das glândulas paratiroides (produzem uma hormona que regula o metabolismo do cálcio e estão muito próximas da tiroide), podendo levar à necessidade de terapêutica com cálcio.

Se as cirurgias da tiroide forem executadas por cirurgiões de alto volume, que executam estas intervenções diariamente, pode-se esperar que apenas 1% dos doentes sofram lesões definitivas. Em mãos menos experientes, estes números podem ser significativamente superiores, fazendo perigar a segurança do procedimento.

Dr. Luís Sá Vinhas (OM34266), Médico especialista em Cirurgia Geral no Trofa Saúde Hospital da Trofa

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