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19 março 2018

A Alergia Ocular: o que precisa de saber

A alergia ocular é uma reação alérgica nos olhos, não contagiosa, que surge quando um determinado alergénio entra em contacto com a mucosa ocular, despoletando aquilo a que se chama conjuntivite alérgica. Ela não afeta só os olhos, podendo envolver as pálpebras e a pele.

Note-se que as pessoas com alergia ocular apresentam maior risco para o desenvolvimento de alterações visuais, queratocone, glaucoma, catarata, opacidades corneanas e cegueira.

A incidência de conjuntivite alérgica aumentou drasticamente nas últimas décadas, em Portugal e no mundo, representando grande impacto na qualidade de vida das pessoas. Os portadores de rinite alérgica, asma ou dermatite atópica são mais suscetíveis de desenvolver alergias oculares.

Um número significativo de substâncias é capaz de produzir reações alérgicas oculares, dos quais destacamos o pólen, os ácaros, o pó, pêlo animal, alguns alimentos e medicamentos, produtos de higiene e beleza, lentes de contacto, tintas, solventes, entre outros.

As pessoas com alergias produzem um anticorpo, a imunoglobulina E (IgE) que, reconhecendo o alergénio, estimula a libertação de mediadores inflamatórios após exposição imediata dando origem a uma conjuntivite alérgica. Se a exposição ao alergénio for intensa e prolongada, a alergia pode tornar-se persistente e crónica.

Os sintomas, que envolvem por norma os dois olhos, são prurido (comichão) intenso, olho vermelho, lacrimejo transparente e abundante, sensação de corpo estranho, ardor, fotossensibilidade e edema palpebral.

Os dois principais tipos de conjuntivite alérgica são a sazonal (ao pólen, estando relacionada com a época de polinização) e a perene (por ácaros, exposição prolongada e ao longo do ano). Os outros tipos são a queratoconjuntivite atópica (associada a dermatite atópica), simples (ocasional), vernal (primavera e verão, sendo a mais grave de todas) e a gigantopapilar (lentes de contacto).

O tratamento consiste na identificação e evicção dos fatores desencadeantes, de forma a diminuir a gravidade e o número de crises ao longo do ano. O uso de lubrificantes e compressas frescas contribuem para o alívio sintomático. Existe, ainda uma grande variedade de agentes farmacológicos que ajudam a interromper a cascata inflamatória (corticóides, anti-histamínicos, anti-inflamatórios, estabilizadores dos mastócitos ou imunossupressores).

Todas as pessoas com antecedentes de alergia ocular devem manter vigilância regular no oftalmologista e ser avaliados em consulta de Imunoalergologia.

O Trofa Saúde Hospital dispõe de uma equipa de profissionais altamente especializada na patologia da alergia ocular. Para um melhor acompanhamento e tratamento, marque a sua consulta e tire as suas dúvidas com os nossos especialistas.

 

Redigido por Dr. Rui Avelino Resende (OM43397), Oftalmologista no Trofa Saúde Hospital na Trofa

 

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